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CD Bailinho de Machico

Cd Bailinho de Machico
Cd com os principais números do reportório do Grupo de Folclore Machico >>>


O folclore estuda os usos, costumes e tradições do povo. As expressões orais e corporais muitas vezes espontâneas, eram autênticas lições de sabedoria. Quem não se lembra de uma história ou canção entoada pela avó ou pela mãe?

Na Madeira o Natal era a principal festividade, o povo vivia intensamente esta quadra. As pessoas saíam com os seus instrumentos e em romagens iam cantando e chamando todos para as missas do parto:

“ Virgem do Parto, oh Maria
Senhora da Conceição
Dai-nos as festas felizes
A paz e salvação”

Na noite de natal nas romagens, ou entrada dos pastores da missa do galo, levavam oferendas ao menino e cantavam:

“Da serra veio um pastor
À minha porta bateu,
Trouxe uma carta que diz
O Deus menino nasceu”

Na primeira oitava, dia 26 de Dezembro, dia para viver em família, apareciam os mascarados que batendo de porta em porta, iam provando os doces e licores caseiros.
Esta tradição de visitar as casas para ver as lapinhas, continuava até ao dia de Reis.
De 5 para 6 de Janeiro o cantar do Reis era entoado a noite inteira de porta em porta:

“E nós bem sabiamos
E vós bem sabeis
Que no dia de hoje
Se cantava os Reis”

A Madeira é uma terra com muito relevo, os vales e montanhas tornam o acesso difícil, o recurso às cantigas era uma forma de aliviar o trabalho e de comunicação entre o povo.
As cantigas de trabalho existiam com muita variedade:

Cantigas da Ceifa
Cantigas da Carga
Canção de lavrar
Cantiga da Erva

“Oi, como nome de Deus começo
Pai. Filho, Espírito Santo
Oi, esta é a primeira cantiga
Que nesta ceifa eu canto”

Em casa, nas lides domésticas o recurso à música também era usual.
Canções domésticas como a de embalar, eram o recurso que muitas mães tinham para ninar os seus meninos:

“embala preto embala
embala esse menino
ai ele não chora com fome
chora porque é pequenino”

As histórias ou Romances Cantados, serviam para passar o tempo enquanto fiavam ou bordavam:

Donzela Guerreira
História do cavaleiro

As lenga-lengas:
Galinha Pintada
Velha da cacalhada

O Charamba, canção mais emblemática do folclore madeirense, que habitualmente era acompanhada com a viola da terra ou de arame:

“O charamba foi às lapas
A mulher ao caranguejos
A filha ficou em casa
A dar abraços e beijos”

Jogos Populares, canções de roda ou brinquedos cantados:

Lencinho
Ciranda
Saias
Muito chorei eu
Paspalhão
Anel

Existiam grandes romarias na Madeira, destacavam-se o Bom Jesus de Ponta Delgada, Nossa Senhora da Monte e o Senhor dos Milagres. Os romeiros iam a pé para estas festas, cantando ao desafio e bailando de improviso durante todo o caminho.

“Senhor dos milagres
Senhor de Machico
Eu venho p’ra festa
Em casa eu não fico”

Os bailinhos

Baile do Velho
Bailinho de Machico
Bailinho de Oito
Bailinho da Madeira

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