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Resumo Trajes

Os trajes do grupo datam aproximadamente a segunda metade do século XIX e inícios do século XX.
É um estudo baseado em livros, jornais, recolhas orais, gravuras e fotografias.

Distinguem-se essencialmente três tipos de trajos:
O de cote (usado diariamente)
O domingueiro (de ir à missa)
E o de trabalho.

Distribuídos por duas zonas geográficas diferenciadas:
A baixa, zona ligadas ao mar e às suas vivências
E zonas altas e interior, mais ligadas à agricultura e ao campo.

 

 

Traje de Cote (mulher)
Saia – Lã de ovelha, cor natural, listada (usava-se também de uma só cor)
Blusa – linho, preta
Lenço ou mantilha e xaile preto
* Trajo usado na zona da Banda d`além por possivelmente mulheres de pescadores.

Nota: “As mulheres de Machico honram a tradição da bota primitiva guardando nela características seiscentistas…O uso destas botas é secular entre as mulheres da Banda-de-Além, bairro de pescadores de Machico, o mais antigo da Vila, e também entre as camponesas de meia freguesia para a serra, peculiar sobretudo das mulheres do sítio dos Maroços.”
… Ilhas de Zarco

Traje de trabalho (homem)
Calças e camisa de Linho
Colete de seriguilha preta
Chapéu preto de abas largas (chapéu que veio substituir a carapuça da mesma cor, por influência europeia, a partir do final do século XIX)
* pode usar botas, mas geralmente andava descalço, com as calças arregaçadas. Podia não usar colete ou casaco.

“No trabalho traziam calças de lã amarela - tintura obtida por cozimento de cavacos de amoreira - camisa de linho, colete de marafuz debruado em toda a roda a liga preta e carapuça da mesma cor.”
Carlos Santos

       
 

Traje do Grupo
do Porto Santo e Machico

   

 

Traje de Domingueiro
“Muito embora se tornasse difícil a nossa investigação, por falta de elementos, sempre foi possível arrancar alguma coisa da tradição, que nos mostra os homens, aí pela segunda metade do século passado, vestindo calças brancas, de linho, abertas ao lado, chamadas caçapos, jaqueta curta de pano preto, camisa de linho, carapuça. preta muito longa e botas de cabedal branco. talvez o que se chama «vaca». não tingido. Era este o traje domingueiro.”

“Em Machico, as capas, semelhantes às de Santa Cruz bem como as saias azuladas, vieram até as portas do século XIX, usadas pelas mulheres ou viúvas dos arrazes ou de qualquer outro da companha, que por sua vez vestiam uma jaleca de baeta verde sem manga.”
Cónego Fernando de Menezes Vaz

 

Grupo de Folclore de Machico